sexta-feira, 18 de maio de 2012

Todos devem estar acompanhando as últimas notícias pela TV e jornal, então, segue uma ótima síntese dos últimos acontecimentos do início da Comissão, criada com muita empolgação e com direito a um discurso emocionado e muito bonito da Presidenta.

Dilma instala Comissão da Verdade e diz que não haverá ressentimento, ódio nem perdão
Em um ato que reuniu ex-presidentes da República e os mandatários STF (Supremo Tribunal Federal), da Câmara dos Deputados e do Senado, a presidente Dilma Rousseff (PT) instalou, nesta quarta-feira (16), a Comissão da Verdade, que passará os próximos dois anos apurando  violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar.
"A comissão não abriga ressentimento, ódio nem perdão. Ela só é o contrário do esquecimento", disse a presidente, que chorou durante o ato ao citar familiares de desaparecidos entre 1964 e 1985, período que durou a ditadura.
Dilma afirmou que não revogará a Lei da Anistia, que perdoou crimes cometidos por agentes do Estado no período.
A presidente afirmou que escolheu "um grupo plural de cidadãos, capaz de entender a dimensão do trabalho que vão executar com toda a liberdade e sem interferência do governo".
Dilma elogiou ações dos antecessores Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Fernando Collor (PTB) e José Sarney (PMDB) na transição para a democracia.
"Essa não é uma ação de governo. Estamos celebrando um ato de Estado", disse.


diplomata Paulo Sérgio Pinheiro é presidente da Comissão Internacional Independente de Investigação da ONU para a Síria, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violências da USP e foi secretário de Direitos Humanos do governo Fernando Henrique Cardoso;

psicanalista e ensaíasta Maria Rita Kehl é autora de "O Tempo e o Cão", vencedor do Prêmio Jabuti de não ficção de 2010. Durante a ditadura militar (1964-1985), foi editora do "Jornal Movimento", um dos mais importantes nomes da imprensa alternativa da época, e sempre esteve ligada a setores esquerdistas da sociedade;

advogado José Carlos Dias presidiu a Comissão de Justiça e Paz de São Paulo, foi secretário da Justiça de São Paulo de Franco Montoro (1983-1987) e foi ministro da Justiça entre 1999 e 2000, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Em entrevista ao jornal "Folha de S. Paulo", Dias defendeu que os dois lados de violações dos direitos humanos sejam analisados pela Comissão -- tanto o dos militares quanto o das guerrilhas de esquerda;

Cláudio Fonteles foi procurador-geral da República de 2003 a 2005, durante o governo Lula. Além disso, foi professor de direito na UnB e na Escola Superior de Magistratura. Aposentou-se da Procuradoria em 2008;

Gilson Dipp presidiu o TRF da 4ª Região e desde 1998 é ministro do Superior Tribunal de Justiça. Foi também corregedor do Conselho Nacional de Justiça e atualmente é ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral;

jurista José Paulo Cavalcanti Filho é consultor da Unesco e do Banco Mundial e ocupa a cadeira 27 da Academia Pernambucana de Letras. Foi secretário-geral do Ministério da Justiça no governo Sarney e respondeu interinamente pela pasta;

advogada Rosa Maria Cardoso da Cunha defendeu Dilma quando a presidente foi presa durante a ditadura militar (1964-1985). É doutora em ciência política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) e professora universitária. Em entrevista ao jornal "Folha de S. Paulo", Rosa Maria afirmou que a Comissão da Verdade foi criada para investigar os crimes de agentes de Estado que atuaram na repressão aos opositores da ditadura militar. A declaração veio um dia após José Carlos Dias afirmar que os dois lados de violações dos direitos humanos devem ser analisados -- tanto o dos militares quanto o das guerrilhas de esquerda;


foto: www.jornaldamidia.com.br


segunda-feira, 14 de maio de 2012


XI Encontro Nacional de História Oral

Memória, Democracia e Justiça


A Associação Brasileira de História Oral (ABHO) tem a satisfação de convidar a comunidade de pesquisadores para o XI Encontro Nacional de História Oral, evento que ocorrerá de 10 a 13 de julho de 2012 no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais/Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ,Largo de São Francisco, n.1, Centro, Rio de Janeiro.

O XI Encontro Nacional de História Oral, tem como tema "Memória, Democracia e Justiça". Em nosso mundo contemporâneo, nas últimas décadas, inúmeras sociedades viveram transições políticas importantes: passaram de regimes ditatoriais e arbitrários para regimes democráticos. Neste processo de transição algumas questões são fundamentais. Entre elas: a memória e o direito à verdade e à justiça. A história oral - que trabalha com depoimentos, testemunhos, memória, trauma, verbalização e re-significação do passado e das experiências de vida - muito tem a contribuir para este processo.

O evento reunirá professores, pesquisadores e estudantes de diferentes áreas e  das mais diversas instituições acadêmicas de todas as regiões do Brasil, e nossos convidados estrangeiros.

Mais informações e inscrição acessem o site http://www.encontro2012.historiaoral.org.br/

Programação
TERÇA FEIRA (10/07)
QUARTA FEIRA (11/07)
QUINTA FEIRA (12/07)
SEXTA FEIRA (13/07)
8h - 10h: credenciamento

8h-10h:
Minicursos
8h-10h:
Minicursos
8h-10h:
Minicursos

10h - 12h
Abertura
Apresentação:
Benito Schmidt (UFRGS), vice- presidente da ABHO e presidente da ANPUH
Conferência:
Maria Paula Araújo (UFRJ) (Presidente da ABHO)
“Memória, testemunho e superação: história oral da anistia no Brasil”.


10h - 12h
Mesa -Redonda
Questões metodológicas
Coordenação: Regina Beatriz (UFPE)
Ana Mauad (UFF)
Verena Alberti (CPDOC)
Tania de Luca (UNESP)

10h - 12h
Mesa-Redonda
Memória, Justiça e Reparação na América Latina
(tema do Encontro)
Coordenação: Carla Rodeghero (UFRGS)
Antonio Montenegro (UFPE)
Álvaro Rico (Universidade da República do Uruguai) 
Victor Quinteros (PUC/Peru)


10h - 12h
Mesa-Redonda
História Oral e Meio ambiente
Marcos Montysuma (UFSC)
Eurípedes Funes (UFC)
Lise Sedrez (UFRJ)
12h - 14h
ALMOÇO
12h - 14h
ALMOÇO
12h - 14h
ALMOÇO
12h - 14h
ALMOÇO

14h - 17h
Simpósios Temáticos


14h - 17h
Simpósios Temáticos

14h - 17h
Simpósios Temáticos

14h - 17h
Simpósios Temáticos
COFFEE BREAK
COFFEE BREAK
COFFEE BREAK
COFFEE BREAK

17.30h - 19.30h
Mesa-Redonda
História oral e diversidade étnica
Coordenação: Giovani José. (UFMS)
Amílcar Pereira (UFRJ)
Ana Maria Ribeiro (IHGMT e Funai-MT)
Regina Weber (UFRGS)

17.30h - 19.30h
Conferência Internacional
Profa Aurora da Fonseca Ferreira (Universidade de Luanda, Angola)
Lançamento de livros
(número musical)

17.30h - 19.30h
Assembléia da ABHO



17.30h - 19.30h
Mesa-Redonda
Gêneros e homossexualidades
Joana Pedro (UFSC)
Robson Laverdi (UNIOESTE)
Ana Paula Uziel (CLAM)




sexta-feira, 20 de abril de 2012


Uma história inacabada - Miriam Leitão - Rubens Paiva


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Gente...uma aula de história contemporânea...muito bom...é...não exatamente.

E as feridas que não se fecharam?


A tortura continua , hoje ela é feita de outro modo como comemorando o golde de 64 ou negando a nós a nossa verdadeira historia.
A comemoração do golpe de 64 foi realizada so nesse ano de 2012 porque será? Uma conhecidencia  ou é o medo?
O medo da comissão da verdade fez com que os militares quisessem se legitimar mas creio que não deu muito certo, a comissão ja esta a caminho e nem uma comemoração vai nos parar e sim nos incentivar a saber a verdade, melhor seria se pudessem prender os militares torturadores mas infelizmente a anistia está com eles.
As feridas serão abertas para curar feridas ainda não fechadas...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A história das esquerdas brasileiras



Taí mais uma excelente opção de leitura para aqueles que se interessam pela história dos movimentos de esquerda no Brasil. A bela coleção "As esquerdas no Brasil", de 3 livros, organizada pelos professores Jorge Ferreira e Daniel Aarão Reis e publicada pela editora Civilização Brasileira, reúne dezenas de autores qualificados em diversas áreas que tratam na coleção desde as origens da organização da classe trabalhadora no Brasil, no fim do século XIX, aos impasses das esquerdas neste início do século XXI, tratando sobre os movimentos contestatórios inspirados na utopia socialista que marcaram a História do Brasil, a ascensão de Lula à presidência, a organização operária.´
Uma ótima opção para se entender o desabrochar da Ditadura que culminou na criação da Comissão da Verdade.

Obs.: É possível encontrar essa coleção nos sites das principais livrarias do Brasil.





Manifestações durante debate "1964-A Verdade"



Uma interessante narrativa dos repórteres Diogo Martins e Paola de Moura que estavam presentes ao debate "1964-A Verdade".
Conforme eles narram a reação dos manifestantes, percebemos a importância do trabalho da Comissão da Verdade em desvendar mistérios ocorridos durante a Ditadura Militar e como ela remete diretamente à memória social do brasileiro. A Ditadura pertenceu, até agora, a um passado que muitos foram induzidos a esquecer em benefícios de poucos e mexer com tal memória é o que causa tamanha discussão no Governo. 


Lembremos que houve uma Comissão similar na África do Sul que, através de intenso debate entre o Estado e as vitimas, conseguiu unir o país até então marcado pela segregação racial.




http://www.ihu.unisinos.br/noticias/508018-atopelacomissaodaverdadeofuscacomemoracaodogolpede1964





Lançamento de Livro




DESAFIA O NOSSO PEITO - RESISTÊNCIA, TORTURA E MORTE DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO.

No Brasil, a tortura, com o apoio de largos setores civis que serviram de base de sustentação do regime, foi o método preferencial de investigação. Esta chaga ainda pende sobre nós. É preciso revisitá-la, sempre, para que nunca mais aconteça.

Saúdo este livro de Adail Ivan de Lemos, brilhante libelo humanista, pois ele visa resgatar a dignidade da democracia e do Estado de Direito, que não pode conviver sem rejeitar os fantasmas da covardia e da barbárie.
Tarso Genro
Governador do Estado do Rio Grande do Sul
Ex-Ministro da Justiça no Governo Luis Inácio Lula da Silva.
335 Págs.
ISBN: 9788564433007
Preço: R$ 50,00

Arquivo Memória Ditadura - Evento na UNIRIO


encaminhado pela Vanessa Nóbrega da Secretaria de Supervisão Acadêmica do Intituto IUPERJ da Univerdidade Candido Mendes. Acredito que será um evento de alto nível. Vamos participar? Eu já me inscrevi.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Revanchismo ou justiça?

Desde sua criação, há pessoas, da esfera política ou não, que insistem em tentar derrubar a moral da Comissão da Verdade através de críticas. Que coisa ridícula! Agora chegam críticas de que a Comissão seria uma forma de revanche da parte do Governo. Revanche contra o quê? Atos de tortura? Sequestros?  
O intuito da criação deste blog é prover as pessoas de mais informações sobre esta iniciativa do Governo que visa expor (com algum atraso) o passado que o povo brasileiro parece querer esquecer que um dia existiu: a Ditadura Militar. 
Vejam o que nosso ministro da Defesa disse recentemente sobre a Comissão:


http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/03/comissao-da-verdade-nao-tem-nada-ver-com-revanchismo-diz-ministro.html